SAFESP repudia ataques da imprensa contra árbitro

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O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo (SAFESP), por meio da sua diretoria, repudia veementemente os ataques maldosos e irresponsáveis que parte da imprensa tem feito para criticar as pessoas da equipe de arbitragem após a partida realizada na noite de ontem entre São Paulo e Novorizontino, válida pela quarta rodada do Campenato na Paulista Série A1.

Apoiamos a decisão da Federação Paulista de Futebol (FPF) de buscar a renovação da arbitragem lançando novos árbitros e árbitras em jogos profissionais, em especial nos jogos da elite estadual. O árbitro Flávio Roberto Mineiro é um jovem de apenas 24 anos de idade, em pleno desenvolvimento profissional, promissor, mas com capacidade para ter sido escalado no jogo mencionado.

Entendemos que a atuação da arbitragem da partida não foi satisfatória e houve lances em que as decisões tomadas foram equivocadas. No entanto, isso não é motivo para que a imprensa, ou quem quer que seja, tenha o direito de tripudiar com a imagem ou a índole do árbitro, atacando sua honra ou dignidade.

Todo árbitro, como ser humano que é, está passível de cometer equívocos em seu ofício, assim como também estão os jogadores, treinadores, dirigentes, jornalistas, comentaristas, etc. Nem por isso merecem ser achincalhados ou atacados de forma pessoal.

Críticas estritamente de cunho profissional, com relação à atuação ou desempenho dos árbitros até podem contribuir para que a classe profissional da arbitragem evolua, buscando se empenhar e se desenvolver cada vez mais, trabalhando duro para mitigar os erros e melhorar os acertos.

Porém, críticas ao caráter e à integridade pessoal dos árbitros são inaceitáveis e este Sindicato buscará, de todas as formas, defender seus associados.

Vivemos em uma época em que qualquer tipo de desrespeito individual, ou mesmo a um grupo, é inaceitável.

Usar termos pejorativos para se dirigir à classe da arbitragem é algo ultrapassado e não condiz com a ética profissional do jornalismo e nem com o respeito às pessoas.

Portanto, os lamentáveis episódios promovidos por parte da imprensa, como os exemplos abaixo, devem cessar imediatamente. Exigimos a devida correção e retratação por parte dos citados.

Jornalista Cosme Rímoli acusou árbitro de SABOTAGEM.

Cosme Rímoli, do portal R7, de forma irresponsável e antiética, imputou ao árbitro uma conduta criminosa, mal intencionada, a fim de prejudicar alguém deliberadamente. A insinuação não condiz com o bom jornalismo.

O verbo “sabotar”, segundo o dicionário Michaelis, quer dizer: “Prejudicar alguém … de modo oculto e traiçoeiro; Agir de modo sorrateiro para prejudicar alguém ou algo; Praticar crime de sabotagem”.

Jornalista Juca Kfouri acusou árbitro de cometer ASSALTO.

Juca Kfouri reproduziu antigos termos pejorativos e maldosos, fazendo alusão do árbitro de futebol com um assaltante criminoso. Este tipo de linguajar difamatório não faz parte do jornalismo de qualidade.

O verbo “assaltar”, segundo o dicionário Michaelis, quer dizer: “Atacar, mediante violência ou ameaça, com o intuito de roubar”.

Jornalismo agoniza

Por situações pontuais como estas é que parte do jornalismo agoniza. Lamentamos que alguns jornalistas prefiram atuar sem ética e, com isso, denigrem a imagem dos bons profissionais. Respeitamos o jornalismo sério e responsável, que é uma profissão muito importante para a democracia.

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