SAFESP lança desafio a jornalista polêmico

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Em primeiro lugar, agradecemos ao jornalista Juca Kfouri por nos alertar sobre um erro de conjugação verbal que cometemos em uma nota que publicamos recentemente (“SAFESP repudia ataques da imprensa contra árbitro“).

Outro leitor, em um tom amigável e sem chacota, porém, nos alertou de outro pequeno deslize ortográfico, que também corrigimos na mesma oportunidade.

Não temos compromisso com o erro e temos humildade em reconhecê-lo. Uma errata não foi necessária pois o erro gramatical não mudou o sentido ou a informação do texto.

No entanto, o aludido jornalista parece não ter reconhecido sua conduta lamentável ao ter acusado em seu blog um árbitro de, em suas palavras, assaltar e roubar um clube após cometer erros de arbitragem em uma partida do Paulistão.

Juca, que é um renomado jornalista, se posiciona como militante das causas politicamente corretas, mas foi seletivo e ignorou tal posição quando atacou a pessoa, a idoneidade e a dignidade do árbitro em questão. Ou o politicamente correto permite tal seletividade conforme os interesses pessoais? A conduta de Juca (e de parte da imprensa) com os árbitros é condizente com esse novo momento em que vivemos ou merece ser repensada?

Um dia depois do brutal ataque de Juca ao árbitro, outro árbitro nosso acabou sendo agredido fisicamente em uma partida da Copa do Brasil. Será que sua opinião causou incitação ao ódio, inflamou os ânimos e incentivou tal agressão? Qual a responsabilidade dos jornalistas quando emitem opiniões que podem criar um clima de animosidade contra esse ou aquele?

É o que a sociedade chama de “cultura da violência”. Seja contra as mulheres, contra os LGBTIs, os negros ou os menos favorecidos, ataques desse tipo perpetuam essa cultura maléfica e não são mais aceitos na sociedade. Isso faz parte de um passado que não pode mais voltar, deve ser banido. E o ataque contra a dignidade da pessoa do árbitro não é diferente. Ofensas deste tipo não serão mais toleradas por este Sindicato.

Juca publicou, no dia 7 deste mês, outra nota onde, novamente, de forma equivocada e desinformada, escreveu inverdades.

Um bom jornalista minimamente verifica as informações, consulta fontes confiáveis e, tão importante quanto, ouve as partes envolvidas para, só depois, publicar uma matéria ou emitir alguma opinião embasada. Ele não fez nada disso que o bom jornalismo preconiza. Além de ter faltado com a ética da profissão.

Ninguém aqui é jornalista e, provavelmente, continuaremos a cometer erros ortográficos. Paciência! Mas, novamente, não temos compromisso com o erro e estamos sempre aprendendo. E não nos valemos de uma retórica tão fraca quanto um erro gramatical para tentar desqualificar alguém. Talvez lhe faltem argumentos sólidos.

Porém, outro fato mais grave foi o de acusar o SAFESP de ser “correia de transmissão” da FPF. Em outras palavras, Juca supostamente acusa nossa entidade de ser “pau mandado” da FPF. Ou entendemos errado?

Acreditamos que o senhor tenha alguma rusga pessoal, ou, possivelmente, esteja acostumado com alguma gestão passada deste sindicato, que talvez pudesse ter tido algum alinhamento assim. Porém, esse tipo de relação mancomunada não existe desde 8 de janeiro deste ano, quando a nova diretoria foi empossada. Podemos assegurar.

Obviamente, como todo bom sindicato classista, buscamos o respeito e o bom relacionamento com as diversas entidades, em especial as de organização do futebol, sempre com o intuito de buscar melhores condições para nossos árbitros, mas de forma independente e autônoma. Não mais que isso.

Somos um sindicato modesto e pequeno, com menos de 400 associados em todo o estado. Assumimos uma entidade largada às traças e cheia de dívidas acumuladas pela gestão anterior. Entretanto, estamos firmes na luta para reverter esta situação, seja na sua administração ou na sua ética.

Nenhum diretor ou colaborador da nova gestão do SAFESP é remunerado. São todos voluntários, com exceção das funcionárias, que trabalham na entidade há anos como celetistas.

Portanto, Juca Kfouri, propomos um desafio ao senhor.

O SAFESP está de portas abertas para recebê-lo para um bate-papo amistoso e para que possamos mostrá-lo os problemas do passado, todo o trabalho sério que nossa recente gestão tem feito, além do plano de trabalho futuro em prol dos árbitros e do futebol. Além de poder conhecer a dura realidade dos profissionais da arbitragem de futebol.

Obviamente, estendemos o mesmo convite a todo e qualquer jornalista que é comprometido com a verdade, com a ética da profissão e, principalmente, com seu público. Será uma honra recebê-los.

Quando são feitos ataques pessoais aos árbitros, não são as entidades de organização do esporte que são atingidas, mas sim o ser humano, o profissional árbitro, aquele que tem família. Ele (ou ela) sim é que acaba sendo ofendido e quem sofre as consequências.

É como aquele infeliz míssil iraniano que abateu um avião comercial cheio de civis inocentes.

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